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E agora assim, longe, longe, longe; mesmo que te queira perto, bem perto... mesmo que meu peito aperte sem teus abraços, você teima em ir, achando isso livre, livre ser. Talvez logo eu não te ame mais, talvez... e chego a achar que isso seja bom, pois não te vejo mais querer meu caminho cruzar; talvez já não me ames mais, talvez... nossos destinos seguem impassíveis como em retas paralelas; e assim é mesmo que eu force desviar. O que não vê é que assim o amor há de fluir, evaporar, mas a construção que ficou em promessa, por ser feita, essa será sempre a incógnita e o desejo de nossas almas.
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