sábado, 14 de março de 2009

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E agora assim, longe, longe, longe; mesmo que te queira perto, bem perto... mesmo que meu peito aperte sem teus abraços, você teima em ir, achando isso livre, livre ser. Talvez logo eu não te ame mais, talvez... e chego a achar que isso seja bom, pois não te vejo mais querer meu caminho cruzar; talvez já não me ames mais, talvez... nossos destinos seguem impassíveis como em retas paralelas; e assim é mesmo que eu force desviar. O que não vê é que assim o amor há de fluir, evaporar, mas a construção que ficou em promessa, por ser feita, essa será sempre a incógnita e o desejo de nossas almas.
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não gostava, isso sabia! sabia por quem seu peito ficava apertado apertado, e esse alguém era outro; mas depois da terceira vez..., a vez que tinha dito a si mesma seria a última, já que sabia que não gostando, não era certo continuar, não era certo para si mesma e também... sim, estava sendo egoísta como nunca tinha sido! mas então, depois da terceira vez, tinha inventado a meta, a meta que justificava ir arriscando um pouco mais, mesmo percebendo o quanto a brincadeira se mostrava perigosa; e perigosa de muitos perigos... e isso instigava ao invés de afastar, a fazia querer o desafio que inventara a si mesma... tudo muito irresponsável.
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terça-feira, 10 de março de 2009

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me disseram que sobre mim foi dito: 'está mais feliz!'. ainda teimo achar que não: 'difícil seria ser assim'. mas se arrisco escutar atentamente minh'alma, como negar tal impressão descuidada? pois não mente, diz o que sente, vê e é. A Grande Tristeza ocupou o espaço do sempre triste, do sofrimento desconfortante, e depois do depois, assim estou: não diria feliz realmente, mas em algum sentido melhor em mim. o porque é mistério para o qual a alma não revela resposta; ainda me vejo em angustia, mas ainda e mesmo assim mais feliz? Não sei porque dizer que sim, mas talvez até seja isso mesmo, um feliz difícil, que não irradia mas inunda e é assim, sem mais nada o que entender. A vida não é passível de entendimento.
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