quarta-feira, 30 de maio de 2007

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Serias o inferno, se eu não te desejasse tanto!
Mas quem disse que tenho pena de mim? e o que sempre digo é que prefiro o tempo quente e o gosto menos sóbrio que encontro em tua taça quase vazia. E de novo, eu iria querer enchê-la, só para que tua partida se adiasse um pouco mais. E então eu de novo! e eu teimando prolongar os instantes em que estás aqui ao meu lado, como se pudesse o tempo esticar até o limite do infinito.
Porque sempre eu, em sua ausência, esvazio garrafas pra ver se preencho a falta que me faz. E ai só faço e desfaço para acreditar que posso acelerar esses dias em que você não esta por aqui, por bem perto, porque...
bem, eu acho que te disse dia desses, tenho teimosias. E sem querer me pego teimando em crer que minha vontade de ti é todo o bastante para mandar um próximo instante te carregar pra o meu lado, de novo.
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segunda-feira, 7 de maio de 2007

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No instante em que tudo se fez mais claro, ela parou. E, por um segundo apenas, quis ver o vento passar. E então andou, atendendo ao chamado daquela brisa mansa e doce que se fazia como que para tentar encobrir a aspereza da areia arranhando os pés. O claro do sol transparecia por através da brisa mansa e doce. E assim essa claridade também cheirava mansamente adocicada, entorpecendo o gosto dos arranhões que incomodam... Açúcar que derrete na panela... Descalça, caminhava respirando esse ar que poderia ter lhe lembrado os anos em que morou com a avó; mas por mais que dos brinquedos e pirulitos ela tivesse um dia gostado, não os lembrou. Naquele agora, lembrava só o que estava sendo, continuando andando, difícil, mas sem deixar ir a alegriazinha.
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