sexta-feira, 27 de abril de 2007

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Se te calas por um segundo apenas, nada mais sinto que tua solidão triste.
Se já não me das teu olhar desse teu jeito, nem o frio do mundo me incomoda mais que esse teu.
Se te afastas sem avisar, como desde o primeiro instante eu sabia que irias,... aqui permaneço a esperar o tempo te buscar.

A todo instante o esperado me espanta,
Toda a tua previsibilidade me surpreende,
a cada hora,
a cada segundo, tua espera me parece irremediavelmente eterna.
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quinta-feira, 26 de abril de 2007

desaprender

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Antes de ir pelo ralo, agente gira-gira-gira-gira. Gira feito criança no parque,
e tanto, tanto até ficar tonto ... Aí então é que se escorrega!
Se vai pelo cano, mas não como fosse escorregador: é mais escorregão em casca de banana; escorregão de quem tentou se segurar pra não dar de cara no chão, e deu.

Depois de uns anos girando, se desaprende.
Se esquece de vez por outra esquecer da maquiagem, e se esquecer.
Depois de uns anos, vem a tontura.
E depois do medo... é aí o escorregão.
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segunda-feira, 23 de abril de 2007

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Estar assim à toa, quase inerte, olhando isso que passa: todos passam, tudo passa.


Ah! fiquei por algumas dezenas de anos assim olhando passarem as passagens que a vida abre e fecha. Aberturas passageiras: já foram antes que tenha tempo de pensar se deve ou não por elas ir.


Se foi não pensou: deu passos largos e só isso.
Se pensou, ... ãh..., não foi: fizeram forma no seu cérebro, as palavras e as imagens, e até pode ser que alargaram as tuas veias até quase estourá-las...
mas lá, fora de você, tudo permaneceu sem um movimeto seu; quase inerte: outras vidas passavam e as folhas caíam.
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domingo, 22 de abril de 2007

Em verso musicado

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Eu amo ouvir a tua poesia escrita no papel.
A tua poesia escrita no papel me grita pra viver, e aí eu te amo.

Foi antes de antes de ontem que ainda nem te conhecia, e sem querer ouvi você me gritar a sua doçura em forma de verso musicado.
Uma doçura bruta e leve, sutilmente marcada pela sua coragem de amar.
A sua virilidade de homem me atrai, mas a sua coragem de assumir um amor mais humano tão mais me seduz.

A palavra dança se a canto! vai..., vai solta e quase pode se perder, se não a seguro numa nota mal afinada.
Já tinha acabado a chuva, o dia em que eu te vi: tudo já estava limpo e as palavras puderam dançar num frescor quase colorido!
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sexta-feira, 20 de abril de 2007

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Gosto azedo na ponta da língua. Parecia como quando agente chupa limão, sabe? Não sabe? Ah! Nunca chupou limão? Experimenta...., sua cara vai contorcer igual fosse uma careta. Porque é ruim; mas acaba que depois é legal: depois que passa fica um fundinho alguma coisa que é bom. Igual hoje, quando me dei conta que não íamos mais nos ver como antes. Sempre me sinto em confusão quando isso acontece e quero chorar só pra parecer que foi mais bonito; mas aí eu rio, pra fingir que não é tão ruim quanto é.
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