terça-feira, 10 de março de 2009

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me disseram que sobre mim foi dito: 'está mais feliz!'. ainda teimo achar que não: 'difícil seria ser assim'. mas se arrisco escutar atentamente minh'alma, como negar tal impressão descuidada? pois não mente, diz o que sente, vê e é. A Grande Tristeza ocupou o espaço do sempre triste, do sofrimento desconfortante, e depois do depois, assim estou: não diria feliz realmente, mas em algum sentido melhor em mim. o porque é mistério para o qual a alma não revela resposta; ainda me vejo em angustia, mas ainda e mesmo assim mais feliz? Não sei porque dizer que sim, mas talvez até seja isso mesmo, um feliz difícil, que não irradia mas inunda e é assim, sem mais nada o que entender. A vida não é passível de entendimento.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

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. "Liberdade -
essa palavra que o sonho humano alimenta,
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda!"
Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meirelles.

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Oras, Liberdade!
Tantas vezes proclamada, idéia nobre de intenções, que, os corações humanos, alimenta.
Mas será mesmo a compreendem?
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E, então, há aqueles que, em sua busca enfurecida, à idéia ficam presos. Não a podem abandonar, sem saber como e por onde senti-la: a doce e fugitiva liberdade. Desesperados ficam! E se proíbem de sem angústia viver, sentir e amar, pelo medo de a deixarem, ficando assim na idéia dela enclausurados, na liberdade!
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domingo, 7 de dezembro de 2008

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todo dia espero, e você não entende que espero. um dia deixo de esperar e este dia está a chegar.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

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Dissidentes de um mundo sem volta, vagvam sob o esplendor do luar prata sem questionametos sobre as finalidades de todas essas banalidades que nos cercam; seguem sem tibubear para o sem rumo, convulsivos e contraditórios ainda que embreagados de lucidez.





Descobrirão algum dia em nome de que?
quem soubesse... talvez, de uma esperança moribunda ou da completa descrença nela.
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segunda-feira, 28 de julho de 2008

por que é que é tão longa a caminhada?

Cantiga de roda, brinquei. Fiz cara de esconde, e amei.
Cresci devagar, sem par a calçar,
andei volta e meia, num rumo sem fim, girei toda a terra de agreste humor.
E hoje ainda me pronto a seguir aprender o passar, de sem pressa ou ruído,

de pé ante pé, tentando entender por que é que é tão longa essa vida-caminhada?





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quarta-feira, 18 de junho de 2008

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Atravessei o escuro e cheguei até aqui. Acomodei-me nas esquinas desta imensidão sem dobras. Recostei-me no fundo de um nada e fui ficando a esperar acontecer a vida; até que, enfim, chegou a morte.


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segunda-feira, 26 de maio de 2008

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quero ir morar na lua,
que nem precisa ser verde,
mas não sem antes conhecer a terra;

quero ir viver no mato que nem índio, por um ano inteiro....
ou dois, ou três.

quero parar o tempo quando era criança,
quando eu queria ser gente grande
(e eu nunca ia ter querido parar o tempo se ele não tivesse corrido me fazer crescer).

Mas daí, depois um pouco, de novo já quero crescer e ter vida de adulto,
porque a minha não é bem de adulto.
(E a vida de adulto é chata....
não sei porque querê-la toda hora!)

Mas aí eu olho pro céu, é tanta estrela!
e eu esqueço tudo isso, até lembrar que é hora de dormir...
que droga! queria não acordar nunca mais...,
(mas só um pouquinho, porque depois que acabar o inferninho,
ai, aí tomara que tudo deixe de ser assim tão tão chato...
ai ai, pareço ir voltando a ser criança, de tão mimada a reclamar!)


Mas um dia, ah tomara, eu saberei dizer que não importa o que eu pense,
a vida é o que é, e só eu mesma posso encará-la,
sendo o que sou simplesmente no agora,
para encontrar onde é que eu fico,

no meio dessa confusão toda!

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