domingo, 7 de junho de 2009

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não sei dizer das nossas palavras o que ficou, quem acertou?
... se ambos erramos!
E agora sem volta ao tempo em que nos éramos comuns ao logo de noites e dias...
uma estrada interrompida: o que me disse que não queria, mas assim se fez, fizemos.
Porque daquele sufocamento de ausências e desencontros, palavras não ditas, ditos não compreendidos e desvios das vontades eu não mais podia um instante, um tico, nem um pouco, não podia enquanto não soubesse me escutar, pois não o sabia... e isso eu não podia ainda que te amasse, como ainda agora te amo sem nem mais saber o que isso significa.
Se já não mais faz sentido te ver, te escutar, te entender e abraçar, sem ter mais o que te dizer, porque já somos distantes e daqui um logo, quase estranhos, que seria esse amor de agora? um despejado que me habita por não ter pra onde ir. um estranho que talvez nem morra, mas do qual o você de hoje já não mais faz parte: então, uma lembrança, sombra do quem fomos, do que me foi você um dia, um dia que passou.
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

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Agora, as coisas sobre mim...
estas não me sinto capaz de ler...
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

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Leve da alegria que acontece e da vida que se oferece aberta, grande, distante no horizonte. Uma alma que flutua alva, mansa e doce, por sobre altitudes celestes. E que nesse estado alcança o não tempo de si, toda a vida - passado, presente e futuo - plena no instante do eterno. E vê com amor toda a beleza que foi, sem chorar que não mais seja, pois, enfim, entende, haverá sempre o dia em que deixa-se de ser! sem que isso seja triste, sem que macule a ternura. O passar acontece e também é sabio deixá-lo ser. Pois também a dor que vem se vai para mais valorizar o bonito que logo novamente se faz. E nesse fluxo do recriar a vida constrói-se mais viva do intenso que nos alteia.

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

adentrando

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te ler me dá um gosto bom: gosto de te conhecer
e te descobrir onde não sabes que irei.
é um pouco quase invasão, talvez, eu sei...
mas é assim que me deixo ir me ocupando
de teu sonhar,
teu gozo,
teu choro,
por teu olhar.

é tua vida de antes que conheço,
aquela da qual não participei.

é tua alma viva que desvendo,
a mesma na qual me aconcheguei.

são teus dias que imagino,
estes hojes nos quais me escreve em ti.



terça-feira, 12 de maio de 2009

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com medo, o primeiro passo, para logo descobrir-se de novo se rindo à toa, com a alegriazinha sentida pelas pequenas coisas que cativam.

- ai,... já era...
(sorindo, rindo)


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sábado, 14 de março de 2009

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E agora assim, longe, longe, longe; mesmo que te queira perto, bem perto... mesmo que meu peito aperte sem teus abraços, você teima em ir, achando isso livre, livre ser. Talvez logo eu não te ame mais, talvez... e chego a achar que isso seja bom, pois não te vejo mais querer meu caminho cruzar; talvez já não me ames mais, talvez... nossos destinos seguem impassíveis como em retas paralelas; e assim é mesmo que eu force desviar. O que não vê é que assim o amor há de fluir, evaporar, mas a construção que ficou em promessa, por ser feita, essa será sempre a incógnita e o desejo de nossas almas.
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não gostava, isso sabia! sabia por quem seu peito ficava apertado apertado, e esse alguém era outro; mas depois da terceira vez..., a vez que tinha dito a si mesma seria a última, já que sabia que não gostando, não era certo continuar, não era certo para si mesma e também... sim, estava sendo egoísta como nunca tinha sido! mas então, depois da terceira vez, tinha inventado a meta, a meta que justificava ir arriscando um pouco mais, mesmo percebendo o quanto a brincadeira se mostrava perigosa; e perigosa de muitos perigos... e isso instigava ao invés de afastar, a fazia querer o desafio que inventara a si mesma... tudo muito irresponsável.
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