quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sim, ainda surpresa, ainda o velho desconehcido...

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Sim, ainda surpresa, ainda me supreende o velho desconhecido...

Mas surpreendentemente, um espanto quase indiferente.

E não me peça coerência, a vida não o é.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

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Estranhas reminiscências naufragadas no profundo dos meus sentidos, e sentimentos, sob a densa camada da alma e nos recantos da mente.
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Estranhas reminiscências de cores e sons e gestos, doces, que não queria resgatar, mas não deixava de todo perder-se. Mantinha-as esfumaçadas, já sem formas definidas, para só manter consigo esse estranho incomodo de uma lembrança no corpo, das sensações, que diziam à mente como se diz um dejà vú, não saber já vivido, um incerto como seria sonho, seria... sem ser. Remiscências de outros tempos e certezas; de um tudo que ficou, assim, como entre o lá e cá: esquecimento completo do insignificante e lembrança nítida de um ontem feliz.
Coisas em suspenso, sabe-se lá por até onde e quando.
talvez...
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

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É uma desvanecência das forças, dos músculos, dos ossos... essas horas banais e habituais que ecoam toda ausência do desconhecido.
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Inefável. Sem querer achei, como o encontro que não se sabe que deve acontecer, o que quer dizer: o indizível.
O indizível é o conjunto-espaço-tempo em que habitam todos os seres e coisas que inexistem para quem não os sabe nomear, simplesmente porque não os sabe nomear.
Agora eu sei o inefável, e meu mundo encontrou uma outra ausência, a existência de tudo que desconheço.
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domingo, 9 de agosto de 2009

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com uma vontade...
uma vontade assim, assim,...
não sei bem de que,
mas sei bem que a sinto, está aqui;

vontade de novo, de amplidão, de expansão,
vontade que sinto
ainda que sem saber ao certo de que,
mas só com a certeza de não ser só sensação:
é a vontade mesma.


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domingo, 7 de junho de 2009


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Quero!

Quero ver o sol atrás do muro

Quero um refúgio que seja seguro

Uma nuvem branca sem pó, nem fumaça

Quero um mundo feito sem porta ouvidraça

Quero uma estrada que leve à verdade

Quero a floresta em lugar da cidade

Uma estrela pura de ar respirável

Quero um lago limpo de água potável

Quero voar de mãos dadas com você

Ganhar o espaço em bolhas de sabão

Escorregar pelas cachoeiras

Pintar o mundo de arco-íris

Quero rodar nas asas do girassol

Fazer cristais com gotas de orvalho

Cobrir de flores campos de aço

Beijar de leve a face da lua


Composição: Thomas Roth
Interpretação: Elis

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não sei dizer das nossas palavras o que ficou, quem acertou?
... se ambos erramos!
E agora sem volta ao tempo em que nos éramos comuns ao logo de noites e dias...
uma estrada interrompida: o que me disse que não queria, mas assim se fez, fizemos.
Porque daquele sufocamento de ausências e desencontros, palavras não ditas, ditos não compreendidos e desvios das vontades eu não mais podia um instante, um tico, nem um pouco, não podia enquanto não soubesse me escutar, pois não o sabia... e isso eu não podia ainda que te amasse, como ainda agora te amo sem nem mais saber o que isso significa.
Se já não mais faz sentido te ver, te escutar, te entender e abraçar, sem ter mais o que te dizer, porque já somos distantes e daqui um logo, quase estranhos, que seria esse amor de agora? um despejado que me habita por não ter pra onde ir. um estranho que talvez nem morra, mas do qual o você de hoje já não mais faz parte: então, uma lembrança, sombra do quem fomos, do que me foi você um dia, um dia que passou.
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

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Agora, as coisas sobre mim...
estas não me sinto capaz de ler...
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