terça-feira, 18 de julho de 2017

É essa tristeza que assola minh'a alma.
Sem ter pra onde escapar,
me acua,
me encurrala na quina.
Essa dor grande.
Que é sem saida.
Que terei que enfrentar.
Essa dor que tanto machuca minha alma.
Os sentimentos dilacerados,
 depois que deles fizeste brinquedo barato.
Os sonhos estraçalhados,
por um gole de fel na esquina.
Os desejos mudos,
Calados a força pelo seu grito.
A vida rouca,
Triste com tanto fim.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Tudo parece perdido.
Tudo sem sentido.
Tudo vazio,
mas ainda choro,
porque ainda,.... ah eu ainda te amo,...
mesmo que sem querer,...
e mesmo que amar já não seja possível.
Talvez não seja!

deserto em lágrimas

É só uma longa lágrima que cai sem fim,
Que cai,
Cai.
Escorre dos olhos pela face até o fundo do abismo da minha alma...
Eu que tanto fui sua...
Que tanto te quis...
Aquela pra quem você não mais olha.
Aquela que por outra alguém você trocou.
A lágrima ainda cai,
E cai,
Sem fim.
Como podes querer que eu ainda te deseje?
Como posso querer aquele que a outra deseja?
Como beijar a boca que tem outro gosto?
E como esquecer?
Se te amar não pode ser apenas gesto mecânico,
Se o amar é de suor, excitação e sentimentos,
E o que eu sinto é uma longa lágrima a cair.
Disso se faz tesão?
Qual o deserto criaste em mim!


domingo, 5 de janeiro de 2014

No pienso en tisólo te sientopasando por micomo un dulce viento. Brindo, devendra.

De novembro de 2009.
... o dissenso destas horas em que te lembro.

E toda a lembraça dolorida da falta que me faz a tua companhia, e toda a presença insuportável desta saudade infeliz é o que limita o meu hoje, me faz querer retroceder, desistir por não querer mais nem mesmo o teu tanto desamor.

À ti dedico saber sobre a irrealização do meu pedido de ano novo, aquele que fiz quando, sob os fogos da praia, me disseste que, naquele momento feitos, os desejos se realizariam: "não quero mais te amar", à ti.



Escritos de 2009.

... e riu sozinha, distraída, sem porque...


de 12 de maio de 2009.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

escritos empoeirados num arquivo qualquer, por acaso encontrados

... vi-te pela segunda vez naquele dia, sob a chuva rala que caia no fim da tarde de um dia quase frio de maio.

Foi sem querer que te vi quando já procuravas meu olhar. Não te esperava e me assustei com um sorriso teu que, parecia, esperava-me ao lugar do encontro marcado. Imediatamente desloquei meu olhar procurando no meu espanto como te fitar novamente. Que fazer com tua presença e teu sorriso inesperados? Por um instante olhei para o nada, através dos finos pingos de chuva até aí, então, decidir, e te vi pela segunda vez.

Agora, pensando, eu queria ver você de novo, mais uma vez ainda. E eu nem disse nada, nunca digo, não consigo. Mas devia? Nem havia o que ser dito. E aí?, não ia. Pra que, de graça, assim, quebrar aquele estado de você que me dizia sem mover os lábios. E depois de dizer eu não saberia o que fazer e isso, talvez, você não entendesse. Quem é, sequer importava; teu olhar já dizia tanto... E eu fugindo, e eu sem saber, e eu ...., e eu..... E você lá, seu olhar, seu sorriso.

Mas agora importa: quem é você que eu quero?


(de 16-04-2007, escritos empoeirados num arquivo qualquer, por acaso encontrados)