segunda-feira, 7 de maio de 2007

.
.
.
No instante em que tudo se fez mais claro, ela parou. E, por um segundo apenas, quis ver o vento passar. E então andou, atendendo ao chamado daquela brisa mansa e doce que se fazia como que para tentar encobrir a aspereza da areia arranhando os pés. O claro do sol transparecia por através da brisa mansa e doce. E assim essa claridade também cheirava mansamente adocicada, entorpecendo o gosto dos arranhões que incomodam... Açúcar que derrete na panela... Descalça, caminhava respirando esse ar que poderia ter lhe lembrado os anos em que morou com a avó; mas por mais que dos brinquedos e pirulitos ela tivesse um dia gostado, não os lembrou. Naquele agora, lembrava só o que estava sendo, continuando andando, difícil, mas sem deixar ir a alegriazinha.
.

Nenhum comentário: