terça-feira, 9 de outubro de 2007

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Não escrevo poesias, não enceno alegorias,
nem invento tantas mil coloridas histerias
pra fazer rimar em feliz perfeita nota meu caminho com o teu.

Trilhas tortas, becos sem portas,
trajetos que não se deixam docilmente conquistar
por um tão fácil e ébrio cantar de mal vividas boemias!

Boemia pra valer vem afogada na tristeza,
Na saudade e na vontade de
uma vez que seja mais
arranjar a difícil sintonia entre o aqui e o aí.

Está a valer por existências bem mais vivas,
de sóis noturnos e tão raros prazeres que entorpecem;
de lunares dias e tantas sutilezas que enternecem;
Não pelo comodismo: pelo não aceitar dócil.
Não pelo efêmero lirismo : pelo arredio de um querer e não querer que ama.

Pra assim, e pra mais fundo,
na fundura leveza que deixa-nos a alma sem à tona poder ir, respirar,
em mim entrecruzo, estrada reta,
teus abismos que desafiam;
E em cruzamentos nos arriscamos,
a nessa nossa encruzilhada agora ir ou não
........... nos encontrar....
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