
Caiu uma estrela, viu ela no espaço todo o feitiço.
- Mas porque não dá; nunca dá o tempo um minuto pra pensar?
... pois que ela queria o desejo formular.
O presente tão sabido, mil dias ensaiado e tantas noites já querido,
Ah! ela bem o podia cantar, de cor e repente, de trás pra frente, sem mesmo sequer tico assim pestanejar.
Mas o susto a impedia, mover lábio ou abrir voz.
Entendia aí, por isso, não podia em reboliço, pio fluir e avançar...
não havia já audácia, nem qualquer furor e empáfia, a um de seus nós desenrolar.
Era o susto do encanto que a tomava sem perdão,
Desenganava e torturava, pelo despudor do espanto, a calando em puro não.
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