domingo, 7 de junho de 2009

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não sei dizer das nossas palavras o que ficou, quem acertou?
... se ambos erramos!
E agora sem volta ao tempo em que nos éramos comuns ao logo de noites e dias...
uma estrada interrompida: o que me disse que não queria, mas assim se fez, fizemos.
Porque daquele sufocamento de ausências e desencontros, palavras não ditas, ditos não compreendidos e desvios das vontades eu não mais podia um instante, um tico, nem um pouco, não podia enquanto não soubesse me escutar, pois não o sabia... e isso eu não podia ainda que te amasse, como ainda agora te amo sem nem mais saber o que isso significa.
Se já não mais faz sentido te ver, te escutar, te entender e abraçar, sem ter mais o que te dizer, porque já somos distantes e daqui um logo, quase estranhos, que seria esse amor de agora? um despejado que me habita por não ter pra onde ir. um estranho que talvez nem morra, mas do qual o você de hoje já não mais faz parte: então, uma lembrança, sombra do quem fomos, do que me foi você um dia, um dia que passou.
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