E todo aquele sentimento que já era passado se refaz presente.
Tudo de novo; o que ela achou que não iria mais sentir, o que ela entendia que a vida lhe pouparia. Mas não. Viver é muito perigoso. As certezas são apenas doces ilusões de um dia bom. E tudo flui. E as certezas se revelam erros. Os desejos, enganos. As dúvidas, palpites certeiros. E todo aquele sentir trágico novamente se faz no agora e, não poderia não ser, muito mais intensamente a domina. Essa dor de tantas dúvidas, essa saudade que em breve - ela pressente - a invadirá. Tanta angústia que o desprezo carrega. Tanto mais é a angústia que faz o remoer de tanto desamor.
E ele o que deverás sente? Quem desmistifica os anseios e desejos que ele carrega em seu coração? Quem és? Se se perde ou se se acha nesse turbilhão da vida em curso, ora lento, agora veloz, sempre em movimento de quase pausa. Ela não sabe. Não sabe nem de si, que dirá dele.
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