segunda-feira, 26 de maio de 2008

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quero ir morar na lua,
que nem precisa ser verde,
mas não sem antes conhecer a terra;

quero ir viver no mato que nem índio, por um ano inteiro....
ou dois, ou três.

quero parar o tempo quando era criança,
quando eu queria ser gente grande
(e eu nunca ia ter querido parar o tempo se ele não tivesse corrido me fazer crescer).

Mas daí, depois um pouco, de novo já quero crescer e ter vida de adulto,
porque a minha não é bem de adulto.
(E a vida de adulto é chata....
não sei porque querê-la toda hora!)

Mas aí eu olho pro céu, é tanta estrela!
e eu esqueço tudo isso, até lembrar que é hora de dormir...
que droga! queria não acordar nunca mais...,
(mas só um pouquinho, porque depois que acabar o inferninho,
ai, aí tomara que tudo deixe de ser assim tão tão chato...
ai ai, pareço ir voltando a ser criança, de tão mimada a reclamar!)


Mas um dia, ah tomara, eu saberei dizer que não importa o que eu pense,
a vida é o que é, e só eu mesma posso encará-la,
sendo o que sou simplesmente no agora,
para encontrar onde é que eu fico,

no meio dessa confusão toda!

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

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acabei de ver,
aqui da minha janela,
a estrela cair!


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domingo, 9 de março de 2008

individuação

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Em hemorragia.
É o d’um mundo a outro: entre a morte e a vida.
Finda a coragem de suportá-la, nada mais será....

Porque é longa e lenta a preparação da larva para abandonar seu casulo; monstruosa sua coragem e soberba sua luta para suportar a ferida que irrompe em si mesma, mas sem a qual jamais se poderá sentir, plenamente sendo ser, a sua liberdade.

E tudo isso, detalhe na enormidade de um jardim, o quase despercebido.

A grandeza é seguir, apesar da aparente insignificância que a enorme dor e coragem de prosseguir ocupam na superfície das coisas.
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Na certeza de você me encontrar, é que parti por esta estrada a navegar.
Aqui e ali entre o desconcerto do dia e o descompasso das horas perambulando sem espera nem aviso. E, assim, indo e vindo realizo o que esperava o milagre o fizesse:
Descubro-te – levanta e vamos!
vamos!
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e nos levo a conhecer o que sendo evidente, mas perturbador,
ninguém se atrevia a querer um dia por a tona:
Hei, Não há mistérios!... o autor somos nós.




sábado, 1 de março de 2008

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Homens... são óbvios! E sabendo exatamente para onde vão, ainda nos surpreendemos.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Do incomodo que agente tem aqui dentro




Diante do absurdo da vida tudo é pequeno.
Diante do amor até a imensidão se cala.
O amor é capaz de um mar de lágrimas, mas ainda todos os oceanos seriam pequenos.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Cadência





Caiu uma estrela, viu ela no espaço todo o feitiço.
- Mas porque não dá; nunca dá o tempo um minuto pra pensar?
... pois que ela queria o desejo formular.

O presente tão sabido, mil dias ensaiado e tantas noites já querido,
Ah! ela bem o podia cantar, de cor e repente, de trás pra frente, sem mesmo sequer tico assim pestanejar.

Mas o susto a impedia, mover lábio ou abrir voz.
Entendia aí, por isso, não podia em reboliço, pio fluir e avançar...

não havia já audácia, nem qualquer furor e empáfia, a um de seus nós desenrolar.

Era o susto do encanto que a tomava sem perdão,
Desenganava e torturava, pelo despudor do espanto, a calando em puro não.





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