sábado, 26 de agosto de 2017

Em farsa ou tragédia...

E todo aquele sentimento que já era passado se refaz presente.
Tudo de novo; o que ela achou que não iria mais sentir, o que ela entendia que a vida lhe pouparia. Mas não. Viver é muito perigoso. As certezas são apenas doces ilusões de um dia bom. E tudo flui. E as certezas se revelam erros. Os desejos, enganos. As dúvidas, palpites certeiros. E todo aquele sentir trágico novamente se faz no agora e, não poderia não ser, muito mais intensamente a domina. Essa dor de tantas dúvidas, essa saudade que em breve - ela pressente - a invadirá. Tanta angústia que o desprezo carrega. Tanto mais é a angústia que faz o remoer de tanto desamor.
E ele o que deverás sente? Quem desmistifica os anseios e desejos que ele carrega em seu coração? Quem és? Se se perde ou se se acha nesse turbilhão da vida em curso, ora lento, agora veloz, sempre em movimento de quase pausa. Ela não sabe. Não sabe nem de si, que dirá dele.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Viver é preciso coragem.

Se tenho não sei,

Arriscarei

A mudança,

A bonança de volta,

A vida flui,

Os ventos distraem a tempestade que divertida se esconde.

O crescimento não se faz sem dor e lágrimas.

É arrancado em parto natural, rasga a alma, dilacera o corpo,

E faz respirar em um novo mundo.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A sua indiferença é atroz. Aniquila, afasta e me joga em outras histórias. Não havia plano B, mas os de emergência são criados é na própria emergência.

sábado, 5 de agosto de 2017



"Incorremos em vários erros, mas acho que o nosso grande equívoco, o mais irremediável, foi nunca falar sobre eles. A única franqueza possível, aquela que possui a maioria dos casais que diariamente se insulta, amaldiçoa e desfruta por igual de suas etapas de ódio e apaziguamento, foi isso que perdemos. Eles estão constantemente atualizando a imagem do outro, sabem reciprocamente a que se ater, mas nós estamos atrasados, você em relação a mim, eu em relação a você."

Quem de nós.  Uma história de amor.
De Mario Benedetti. 

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Me disseste que teu chão foi arrancado de teus pés.
Mas fui eu quem foi soterrada.
Ja não há mais lágrimas a cair,
Agora é só o silêncio do deserto em mim,
Onde ecoam todas as suas mentiras,
E tudo é vazio.
O que em tudo isso existiu? Bem pouco. Talvez, verdadeiramente nada.
Todos os sonhos despedaçados nos ecos na sua covardia.
Se diz-me que foi amor?
O amor constrói, e só vi destruição.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Em meio aos revoltos turbilhões de emoções, a fisgada no estômago. Será que sobrevivo? Ilesa já não mais estou aos teus caprichos de esconde-e-esconde e tantas teimosias em máscaras de ilusões.